Biografia

 

 

Nasceu em Lebução - Valpaços residindo em Chaves.
Foi professor dos Ensinos Básico e Secundário, sendo advogado desde há trinta anos.
Sócio da AREIAS ADVOGADOS com escritório em Chaves e Lisboa.
Fez o curso de professor do Ensino Básico em Chaves 1977-80 e o de Direito na Universidade Clássica de Lisboa em 1980-85.
Colaborador da imprensa e da rádio tem mantido intensa atividade no associativismo cultural e formação de adultos.
É sócio da Academia de Letras Transmontana.
Director desde a Fundação, em 1999, da Universidade Sénior de Rotary de Chaves;
Membro fundador do Centro de Estudos Judaicos do Alto Tâmega;
Membro fundador do Clube dos Amigos do Livro de Chaves;
Colaborador da revista Palavracomum.com da Galiza.

Da sua autoria:
     Neste cais, para sempre. Esgotou uma edição de autor. Foi republicado em janeiro de 2016.
     Colaborador do Dicionário de Trasmontanismos. (2002)
     Demónios por Sefarad. Romance histórico (1477 e 1506) ( dezembro de 2016)

No prelo:
     Coleção de conto e poesia infanto-juvenil “Areias de Sal”. Dois livros concluídos sob os títulos “Vida” e “O violinista de Strauss”.

Em oficina:
     O seu terceiro romance, conto e poesia.

Um Reino Maravilhoso
Vou falar-vos de um Reino Maravilhoso.
Embora haja muita gente que diz que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo.
O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade, e o coração, depois, não hesite.
...
Fica no alto de Portugal, como os ninhos ficam no alto das árvores para que a distância os torne mais impossíveis e apetecidos.

Miguel Torga
In Portugal – 2a edição – Coimbra 1957

Cais
Ah, todo o cais é uma saudade de pedra!
E quando o navio larga do cais
E se repara de repente que se abriu um espaço
Entre o cais e o navio,
Vem-me, não sei porquê, uma angústia recente,
Uma névoa de sentimentos de tristeza
Que brilha ao sol das minhas angústias relvadas Como a primeira janela onde a madrugada bate,
E me envolve com uma recordação duma outra pessoa Que fosse misteriosamente minha.

Fernando Pessoa